// OF-01 · Avaliar
Avaliação de rede OT: saber o que existe, como está ligado e onde está o risco.
Uma auditoria da rede industrial tal como ela está hoje, feita em modo de leitura, sem tocar na produção. Sai com um diagrama fiel, um inventário útil e um registo de riscos ordenado por impacto operacional.
O problema
Na maioria das fábricas, a rede OT cresceu projeto a projeto. Cada integrador deixou o seu switch, a sua VPN e a sua exceção na firewall. A documentação, quando existe, descreve a rede de há cinco anos.
O resultado é previsível: ninguém consegue responder com segurança a perguntas simples. Quantos PLC estão ligados? Que máquinas falam com a rede corporativa? Quem entra remotamente, e por onde?
Sem essa resposta não há segmentação sensata, não há plano de investimento defensável e não há evidência para a gestão ou para a NIS2.
O que analisamos
- Inventário de ativos OT e IT/OT: PLC, HMI, SCADA, historian, estações de engenharia, switches, firewalls e gateways.
- Fluxos de comunicação e protocolos industriais (Modbus/TCP, PROFINET, EtherNet/IP, OPC UA, S7 e outros) entre células, níveis e a rede corporativa.
- Mapeamento ao modelo Purdue e à fronteira IT/OT: o que está onde deveria estar e o que atravessa níveis sem controlo.
- Acessos remotos de fornecedores e integradores: VPN, ferramentas de acesso remoto, modems e ligações 4G esquecidas.
- Redundância, pontos únicos de falha e dependências críticas (DNS, AD, NTP, licenças, cloud).
- Configuração dos equipamentos de rede principais e regras das firewalls na fronteira.
Como trabalhamos
Tudo em modo de leitura. Não se instalam agentes nos controladores, não se fazem varrimentos ativos agressivos e não se alteram configurações.
- Recolha de documentação existente, exportações de configuração e listas de ativos.
- Sessões remotas com a equipa técnica e, quando faz sentido, uma visita à instalação.
- Captura passiva de tráfego num ponto SPAN ou TAP, sempre com acordo prévio e janela definida.
- Validação dos achados com quem opera a instalação antes de fechar o relatório.
O que recebe
- Diagrama da rede atual, em formato editável, com zonas, níveis e ligações reais.
- Inventário de ativos e fluxos, pronto a manter pela equipa interna.
- Registo de riscos priorizado por impacto operacional, urgência e esforço de mitigação.
- Backlog de ações dividido em quick wins, médio prazo e ações estruturais.
- Lista de perguntas críticas a colocar aos fornecedores e integradores.
- Sessão de debrief com a equipa técnica e um resumo executivo para a gestão.
Para quem é
Operações industriais e PME com rede OT, até cerca de 500 utilizadores, com uma ou várias instalações. Faz especial sentido antes de um projeto de segmentação, depois de uma aquisição, quando muda o integrador ou quando a gestão precisa de saber onde está perante a NIS2.
Perguntas frequentes
Quanto tempo demora uma avaliação de rede OT?
Depende do número de instalações e da documentação existente. Para uma instalação de dimensão média, o trabalho de campo cabe tipicamente em poucos dias e o relatório segue nas semanas seguintes. O prazo fica fechado na proposta.
É preciso parar a produção?
Não. O trabalho é feito em modo de leitura e a captura de tráfego é passiva. Qualquer ligação a um ponto SPAN ou TAP é acordada previamente com a equipa de manutenção.
Trabalham com o nosso integrador ou MSP?
Sim. A avaliação é independente de fabricantes e foi pensada para entregar um plano que o integrador, o MSP ou a equipa interna consegue executar.
A avaliação serve como evidência para a NIS2?
Serve como ponto de partida: inventário de ativos, análise de risco e plano de ações priorizado são elementos que o regime de cibersegurança exige. Não substitui aconselhamento jurídico sobre o enquadramento da sua entidade.
Última atualização: novembro de 2026.